Acne

A acne é caracterizada pelo surgimento de comedões (cravos) e de lesões inflamatórias como espinhas e cistos. A doença tem origem no folículo pilossebáceo, mediante o aumento da colonização da pele pelo Propionibacterium acnes. É influenciada por diversos fatores: genético e hormonal – que estimulam a hiperprodução sebácea –, hiperqueratinização folicular e inflamação do folículo.As regiões em que a acne se manifesta com maior frequência são aquelas com maior quantidade de glândulas sebáceas. O rosto, o colo, o dorso e os ombros são exemplos de maior incidência.As formas mais graves da doença atingem com maior frequência o sexo masculino. Por outro lado, as mais persistentes são mais recorrentes nas mulheres, devido à influência hormonal.O quadro clínico varia de acordo com o paciente e com o tipo de acne: cravos pretos (comedões abertos), cravos brancos (comedões fechados), espinhas e/ou cistos. O diagnóstico ocorre através do exame clínico feito pelo dermatologista que avaliará qual o grau da infecção. Todas as formas de acne podem ser controladas, e é de extrema importância buscar o tratamento para evitar a piora das lesões ou o surgimento de cicatrizes. Quando a acne se manifesta de forma intensa, pode prejudicar a qualidade de vida e a autoestima do paciente.O tratamento depende da avaliação clínica das lesões, variando de uma simples limpeza de pele até o uso de lasers sofisticados. Pode incluir o uso de produtos tópicos contendo peróxido de benzoíla, ácido retinoico e seus derivados, antibióticos e ácido salicílico, além de loções adstringentes e esfoliantes. Podem ainda ser usados medicamentos sistêmicos: antibióticos orais, pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos para regulação hormonal. Exemplo desses é a isotretinoína, normalmente utilizada nas formas mais graves e resistentes da acne.